domingo, 17 de fevereiro de 2013

Norte e Sul: Desigualdades e Exclusão Social


Norte e Sul: Desigualdades e Exclusão Social

Em meio à globalização econômica e à política neoliberal, a nova ordem internacional passou a ter como grandes marcas a dinamização produtiva e uma cada vez mais profunda desigualdade socioeconômica. Liderando o capitalismo, estavam os países dos três principais blocos econômicos (Nafta, UE bloco do Pacífico), realizando mais de 60% de todas as trocas comerciais do planeta. Em outro lado, estava o mundo pobre, com quase todos os países do hemisfério sul, vivendo um agravamento dos índices socioeconomicos, produzindo um quadro alarmante.

Comparando-se a distribuição da população da população mundial nas regiões ricas e pobres do planeta com o conjunto de seus bens e serviços produzidos (PNB), entre 1980 e 1994, observa-se um rápido distanciamento com possibilidade de ganhar velocidade maior.

Um indicador de gravidade no avanço das desigualdades socioeconômicas entre regiões e grupos sociais é que à população mundial, acrescentava-se a todo ano, 97 milhões de nascimentos, principalmente nas áreas pobres. É um dado que aponta um combustível histórico para turbulências político-sociaise impasses econômicos.

Em meados de 90, a situação era muito grave em certas regiões africanas e asiáticas, onde haviam milhões de indivíduos, sem condições básicas de vida. Ao mesmo tempo, tal quadro já estava várias cidades latino-americanas, onde até mesmo nos países desenvolvidos os índices de marginalidade, desemprego, etc, cresciam todos os anos, especialmente com o fim das garantias sociais, eliminadas pelo neoliberalismo.

Os imensos bolsões de pobreza dos países desenvolvidos agrupam, nos EUA, negros e imigrantes latino-americanos e, na UE, imigrantes das ex-colônias africanas e asiáticas das antigas potências (Reino Unido, França, Alemanha).

Tomando o caso norte-americano como exemplo, a taxa de pobreza das famílias negras de 30,6% em 1994, frente a 11,7% das famílias brancas . Isto sem se considerar os 10% da população norte-americana que é de origem hispânica, cuja condição social não fica muito acima da dos negros. O crescimento das desigualdades socioeconômicas indica que 20% das famílias mais ricas da sociedade detinham 49,1% da renda familiar nacional em 1994. Entre os norte-americanos mais abastados, os 1% mais ricos do país, em 1994, detinham quase 40% da riqueza nacional.

No conjunto mundial, segundo relatório da ONU de 1996, as riquezas de 358 pessoas era superior à renda anual de 45% de toda a população do planeta.

A continuação do agravamento da desigualdade e exclusão social certamente completará a substituição da tradicional distinção entre países de Primeiro e de Terceiro Mundo pela existência, em cada país, de bolsões de riqueza absoluta e de miséria absoluta, ou seja, de um primeiro e de um terceiro mundo em cada país.

Até mesmo a solução constantemente repetida para aliviar as dificuldades das regiões das regiões mais pobres e dos grupos marginalizados do mundo, como elevar a capacidade produtiva e conseqüentemente o consumo dos pobres excluídos, aproximando-os dos de classe média dos países ricos, esbarra em inúmeros limites. Entre eles estão a carência de capitais disponíveis para esses investimentos, a insegurança política, social e econômica dos países subdesenvolvidos, a sua deficiência tecnológica em contínuo distanciamento dos centros mais desenvolvidos, a falta de investimento em áreas de infra-estrutura, a educação em crise, e até a ação de elites privilegiadas e voltadas para seus interesses.

Não bastando tantas barreiras estranguladoras, soma-se ainda a não menos grave questão ambiental, já que o crescimento das necessidades de matérias-primas e de energia e uma produção e consumo cada vez maiores esbarram nos limites físicos do planeta, podendo colocar em risco o que ainda resta do meio ambiente do planeta.

Uma conclusão plausível para o quadro histórico deste final de século é que tanto o socialismo quanto o capitalismo foram incapazes de de indicar diretrizes para a solução dos problemas socioeconômicos e políticos que afligem a humanidade nesta passagem para o terceiro milênio. O socialismo não conseguiu acompanhar a dinâmica capitalista dos países desenvolvidos e nem superar os seus crescentes entraves burocráticos, além de não oferecer as liberdades democráticas exigidas pela população. Do outro lado, o capitalismo globalizado também não conseguiu dar respostas à miséria da maioria da população mundial e às suas carências, exceto aos poucos bolsões de países desenvolvidos.

A nova ordem internacional manteve o quadro de miséria, guerras e sofrimento em todo o planta, e o que é pior, em crescente agravamento, sob a feição de um capitalismo vitorioso e globalizado.

Norte e Sul: Desigualdades e Exclusão Social
GrupoEscolar.comhttp://www.grupoescolar.com/pesquisa/norte-e-sul-desigualdades-e-exclusao-social.html
 

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A Pobreza do mundo


sexta-feira, 1 de fevereiro de 2013

Guerra Irã-Iraque

A Guerra Irã-Iraque (português brasileiro) ou Guerra Irão-Iraque (português europeu) foi um conflito militar entre o Irã e o Iraque entre 1980 e 1988. Foi o resultado de disputas políticas e territoriais entre ambos os países. Os Estados Unidos, cujo presidente era Ronald Reagan, apoiavam o Iraque.[10]
Em 1980, o presidente Saddam Hussein, do Iraque, revogou um acordo de 1975 que cedia ao Irã cerca de 518 quilômetros quadrados de uma área de fronteira ao norte do canal de Shatt-al-Arab em troca da garantia de que o Irã cessaria a assistência militar à minoria curda no Iraque que lutava por independência.[10]
Exigindo a revisão do acordo para demarcação da fronteira ao longo do Shatt-al-Arab (que controla o porto de Bassora), a reapropriação de três ilhas no estreito de Ormuz (tomado pelo Irã em 1971) e a cessão de autonomia às minorias dentro do Irã, o exército iraquiano, em 22 de Setembro de 1980, invadiu a zona ocidental do Irã.
O Iraque também estava interessado na desestabilização do governo islâmico de Teerã e na anexação do Khuzistão, a província iraniana mais rica em petróleo. Segundo os iraquianos, o Irã infiltrou agentes no Iraque para derrubar o regime de Saddam Hussein. Além disso, fez intensa campanha de propaganda e violou diversas vezes o espaço terrestre, marítimo e aéreo iraquiano. Ambos os lados foram vítimas de ataques aéreos a cidades e a poços de petróleo.
O exército iraquiano engajou-se em uma escaramuça de fronteira numa região disputada, porém não muito importante, efetuando posteriormente um assalto armado dentro da região produtora de petróleo iraniana. A ofensiva iraquiana encontrou forte resistência e o Irã recapturou o território.
Em 1981, somente Khorramshahr caiu inteiramente em poder do Iraque. Em 1982, as forças iraquianas recuaram em todas as frentes. A cidade de Khorramshahr foi evacuada. A resistência do Irã levou o Iraque a propor um cessar-fogo, recusado pelo Irã (os iranianos exigiram pesadas condições: dentre elas a queda de Hussein). Graças ao contrabando de armas (escândalo Irã-Contras), o Irã conseguiu recuperar boa parte dos territórios ocupados pelas forças iraquianas. Nesse mesmo ano, o Irã atacou o Kuwait e outros Estados do Golfo Pérsico. Nessa altura, a Organização das Nações Unidas e alguns Estados Europeus enviaram vários navios de guerra para a zona. Em 1985, aviões iraquianos destruíram uma usina nuclear parcialmente construída em Bushehr e depois bombardearam alvos civis, o que levou os iranianos a bombardear Bassora e Bagdá.
Entre 1984-1985 e 1987 a Guerra terrestre passou para uma fase onde predominou o atrito, que favoreceu o desgaste iraquiano, enquanto o conflito transbordava para o Golfo Pérsico, envolvendo o ataque iraniano a navios petroleiros que saiam do Iraque e o uso de minas submarinas nas proximidades da fronteira marítima dos dois países [11].
O esforço de guerra do Iraque era financiado pela Arábia Saudita, pelos EUA, enquanto o Irã contava com a ajuda da Síria e da Líbia. A União Soviética que vendia armas inicialmente mais para o Iraque, passa a vender mais equipamento militar para o Irã, conforme cresceu o apoio americano ao Iraque. Durante todo o conflito o Brasil foi um dos países ocidentais que vendeu armas para o Iraque em troca de petróleo.[12].
Donald Rumsfeld, em 1983, viaja como enviado especial dos EUA ao Oriente Medio, no Governo Reagan, para reforçar o apoio ao governo iraquiano de Saddam Hussein, na guerra Guerra Irã-Iraque. Posteriormente Donald Rumsfeld veio a ocupar o cargo de Secretario de Defesa dos EUA, durante o Governo Bush.
Mas, em meados da década de 1980, a reputação internacional do Iraque ficou abalada quando foi acusado de ter utilizado armas químicas contra as tropas iranianas, embora tenha acusado o Irã de fazer o mesmo (1987-1988).
A guerra entrou em uma nova fase em 1987, quando os iranianos aumentaram as hostilidades contra a navegação comercial dentro e nas proximidades do Golfo Pérsico, resultando na ampliação da presença de navios norte-americanos e de outras nações na região [13]. Oficiais graduados do exército iraniano começaram a perder credibilidade à medida que suas tropas sofriam perdas de armas e equipamentos, enquanto o Iraque continuava a ser abastecido pelo Ocidente.
No princípio de 1988, o Conselho de Segurança da ONU exigiu um cessar-fogo. O Iraque aceitou, mas o Irã, não. Em Agosto de 1988, hábeis negociações levadas a cabo pelo secretário-geral da ONU, Perez de Cuéllar, e a economia caótica do Irã levaram a que o país aceitasse que a Organização das Nações Unidas (ONU) fosse mediadora do cessar-fogo. O armistício veio em julho e a paz foi restabelecida em 15 de agosto.
Em 1990, o Iraque aceitou o acordo de Argel de 1975, que estabelecia fronteira com o Irã. Não houve ganhos e as perdas foram estimadas em cerca de 1,5 milhão de vidas. A guerra destruiu os dois países e diminuiu o ímpeto revolucionário no Irã. Em 1989, o aiatolá Khomeini morreu. A partir de então, o governo iraniano passou a adotar posições mais moderadas. Em Setembro de 1990, enquanto o Iraque se preocupava com a invasão do Kuwait, ambos os países restabeleceram relações diplomáticas.
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Referências 

Origem: Wikipédia, a enciclopédia livre.

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Olá turma, vamos dar continuidade aos nossos estudos com base no tema “Primeiros povos da América”, façam a leitura do texto “o que são...