quinta-feira, 25 de outubro de 2012

Resumo sobre a Civilização Árabe

Resumo sobre a Civilização Árabe

  • . IMPÉRIO ISLÂMICO Resumo desenvolvido por: Prof. Michel Goulart http://historiadigital.org http://twitter.com/profmichel Copyright © Todos os direitos reservados.
  • . Algumas considerações As informações aqui contidas estão adaptadas, especialmente, para alunos do ensino fundamental, médio e pré-vestibulares. O resumo está vinculado ao História Digital, um blog que oferece conteúdo de história para todos os níveis de ensino, explorando diferentes linguagens e promovendo a acessibilidade. Os termos em negrito são conceitos importantes que você deve aprender. Ao final desta aula, acesse o quiz e teste os seus conhecimentos. Você também pode aprender mais assistindo aos vídeos e ouvindo o podcast (áudio mp3). Visite o blog para conhecer jogos, infográficos, visitas virtuais e muito mais sobre este resumo. Se houver erros históricos ou problemas nos links, favor relatar no e-mail: contato@historiadigital.org
  • . Antecedentes Até o século VI, a península arábica, entre a Ásia e a África, era habitada por algumas tribos árabes que sobreviviam basicamente do pastoreio. Estas tribos possuíam diferentes estilos de vida e crenças. Os beduínos eram nômades e viviam no deserto, utilizando como meio de sobrevivência o camelo e praticando o comércio de caravanas. As tribos dos coraixitas, por sua vez, habitavam a região litorânea e viviam do comércio fixo. Nos fins do século VI, o mundo árabe sofreu importantes transformações com o aparecimento de Maomé, um jovem e habilidoso caravaneiro que circulou várias regiões do Oriente durante suas atividades comerciais. Em suas andanças, Maomé entrou em contato com diferentes povos e, supostamente, conheceu as singularidades da crença monoteísta. Em 610, teve uma visão que o fez fundar uma nova religião: o islamismo. Para defender sua religião, Maomé pregava em Meca, criticando o politeísmo. Acabou perseguido por suas crenças e, em 622, teve que fugir para Medina. Esta fuga é conhecida como Hégira e marca o início do calendário muçulmano.
  • . Islamismo O islamismo, que significa “submissão a Deus”, ensina que todos os homens são iguais perante Alá (Deus, em árabe). Os ensinamentos de Maomé foram reunidos no Alcorão, livro sagrado dos islâmicos. A religião islâmica, ou muçulmana, é monoteísta e prega a imortalidade da alma. O templo dos muçulmanos é chamado de Mesquita. A religião estabelece alguns preceitos morais que o adepto deve seguir durante sua vida. Dentre estes preceitos, estão orar cinco vezes ao dia, jejuar periodicamente, descansar nas sextas-feiras, fazer caridade, ir ao menos uma vez na vida aos lugares sagrados de Meca, cidade santa dos muçulmanos. Algumas interpretações do Corão falam da Jihad, ou guerra santa, para espalhar, por meio de conquistas, a religião islâmica e converter os infieis ao culto de um só Deus. Os muçulmanos creem que os que morrem combatendo pela fé islâmica têm assegurado o paraíso. Isso explica o empenho mostrado pelos árabes em todas as suas conquistas.
  • . A expansão Antes de Maomé, os árabes eram politeístas. Cada tribo tinha as suas próprias divindades. Depois de Maomé, as tribos árabes foram unificadas sob os princípios da nova religião. Após a morte de Maomé, em 632, iniciou-se a guerra santa contra infieis do mundo inteiro. Em menos de um século, os árabes conquistaram a Síria, a Pérsia, o Egito, o norte da África e a Espanha. Os ataques eram geralmente coordenados por um califa, chefe político e religioso, considerado sucessor do profeta Maomé. Em 711, atravessaram o estreito de Gibraltar e conquistaram quase toda a península ibérica. A seguir, atravessaram os Pireneus e entraram na Gália, mas foram derrotados pelos francos em 732. Os árabes geralmente tratavam com moderação os povos conquistados, procurando respeitar os seus costumes. Essa era uma forma de manter sob controle estas populações.
  • . Sunitas e Xiitas No decorrer da expansão do império islâmico, surgiram fortes discussões para saber quem deveria controlar os ricos territórios conquistados. O crescimento da comunidade islâmica contribuiu para o surgimento de vários grupos político-religiosos. Dentre estes, destacaram-se os sunitas e os xiitas. Os sunitas adotaram a suna – livro que conta a trajetória se Maomé – para resolver questões não esclarecidas pelo Alcorão. Eles só reconhecem líderes religiosos escolhidos diretamente pelos muçulmanos. Os xiitas, por sua vez, preferem uma interpretação mais rígida do Alcorão e não costumam admitir conhecimento de outros livros. Eles só reconhecem líderes religiosos que sejam descendentes diretos de Maomé. Atualmente, o grupo xiita é normalmente associado aos pequenos grupos terroristas que mancham a reputação do mundo árabe. Os sunitas representam cerca de 80% da comunidade islâmica espalhada pelo mundo.
  • . O declínio O império islâmico se manteve unido durante quase duzentos anos após a morte de Maomé. Essa união só foi possível graças a religião e à língua árabe, presente no Corão. O declínio do império, no entanto, começou a partir do século VIII quando, um após outro, os governadores de diversas províncias passaram a negar ajuda ao governo central. As rivalidades, o fanatismo e as ambições pessoais dos diversos califas, que se diziam herdeiros de Maomé, levaram à guerras civis, a desagração e à derrota. As pressões externas também contribuíram para esse declínio. Na península ibérica, no século XI, começou o movimento de reconquista dos cristãos com o objetivo de retomar os territórios em poder dos árabes. No Oriente, no século XVI, os turcos otomanos conquistaram o que restava do outrora vasto império islâmico. Durante a primeira metade daquele século, os otomanos se tornaram senhores do Oriente Médio.
  • . Legado cultural Os árabes deixaram grandes contribuições culturais, assimilando o conhecimento das civilizações com as quais entravam em contato. Estas contribuições foram difundidas aos europeus durante a Idade Média. Nas artes, os árabes destacaram-se na arquitetura. Contruíram grandes palácios e mesquitas. Desenhavam arabescos, ornamentos geométricos com caracteres em árabe, pois a reprodução de figuras humanas era proibida. Na literatura, criaram obras até hoje conhecidas no Ocidente, tais como: “As mil e uma noites”, “As minas do rei Salomão” e “Ali Babá e os quarenta ladrões”. Na matemática, desenvolveram a álgebra e a trigonometria. Na química, dedicaram-se principalmente à alquimia. Na medicina, Avicena descreveu a natureza de várias doenças e a forma de curá-las. Na agricultura, difundiram novos produtos e novas técnicas, como irrigação. No comércio, aperfeiçoaram o uso de recibos, cheques e cartas de crédito. Os árabes também trouxeram da China o conhecimento da bússola e da pólvora. 
  •  http://www.historiadigital.org/historia-geral/idade-media/civilizacao-dos-arabes/

quarta-feira, 17 de outubro de 2012

Continente Africano





Mapa do Continente Africano
Introdução 
A África é um  continente com, aproximadamente, 30,27 milhões de quilômetros quadrados de terras. Estas se localizam parte no hemisfério norte e parte no sul. Ao norte é banhado pelo mar Mediterrâneo; ao leste pelas águas do Oceano Índico e a oeste pelo Oceano Atlântico. O Sul do continente africano é banhado pelo encontro das águas destes dois oceanos.
Informações importantes sobre o Continente Africano: 
- A África é o segundo continente mais populoso do mundo (fica atrás somente da Ásia). Possui, aproximadamente, 820 milhões de habitantes (estimativa 2011).
- É um continente basicamente agrário, pois cerca de 63% da população habitam o meio rural, enquanto somente 37 % moram em cidades.
- No geral, é um continente pobre e subdesenvolvido, apresentando baixos índices de desenvolvimento econômico. A renda per capita, por exemplo, é de, aproximadamente, US$ 850,00. O PIB (Produto Interno Bruto) corresponde a apenas 1% do PIB mundial. Grande parte dos países possui parques industriais pouco desenvolvidos, enquanto outros nem se quer são industrializados, vivendo basicamente da agricultura.
- O principal bloco econômico africano é o SADC (Southern Africa Development Community), formado por 15 países: África do Sul, Angola, Botswana, República Democrática do Congo, Lesoto, Madagascar, Malaui, Maurícia, Moçambique, Namíbia, Suazilândia, Seychelles, Tanzânia, Zâmbia e Zimbábue.
- Além da agricultura, destaca-se a exploração de recursos minerais como, por exemplo, ouro e diamante. Esta exploração gera pouca renda para os países, pois é feita por empresas multinacionais estrangeiras, principalmente da Europa.
- Os países africanos que possuem um nível de desenvolvimento um pouco melhor do que a média do continente são: África do Sul, Egito, Marrocos, Argélia, Tunísia e Líbia.
- Os principais problemas africanos são: fome, epidemias (a AIDS é a principal) e os conflitos étnicos armados (alguns países vivem em processo de guerra civil).
- Os índices sociais africanos também não são bons. O analfabetismo, por exemplo, é de aproximadamente 40%. 
- As religiões mais presentes no continente são: muçulmana (cerca de 40%) e católica romana (15%). Existem também seguidores de diversos cultos africanos.
- As línguas mais faladas no continente são: inglês, francês, árabe, português e as línguas africanas.
Geografia da África:
- Principais rios: Nilo, Níger, Congo, Limpopo, Zambese e Orange.
- Clima: Clima Mediterrâneo (chuvas na primavera e outono) no norte e sul; Clima Equatorial (quente e úmido) no centro.
- Relevo: Monte Atlas (norte), Planalto Centro-Africano (região central), Grande Vale do Rift com altas montanhas e depressões (leste). Na região norte destaca-se o Deserto do Saara.
- Cidades mais populosas: Cairo (Egito), Lagos (Nigéria), Kinshasa (R. D. do Congo), Cartum (Sudão), Johanesburgo (África do Sul) e Gizé (Egito).
- Países que fazem parte do continente africano: Angola, Argélia, Botsuana, Camarões, Lesoto , Madagascar, Malawi, Maurício, Moçambique, Namíbia, Suazilândia, Zâmbia, Zimbábue, República Centro-Africana, República Democrática do Congo, Chade, Congo, Benin, Burkina Faso, Cabo Verde, Camarões, Costa do Marfim, Gabão, Gâmbia, Gana, Guiné, Guiné-Bissau, Guiné Equatorial, Libéria, Mali, Mauritânia, Níger, Nigéria, Senegal, Serra Leoa, São Tomé e Príncipe, Togo,  Egito, Líbia, Marrocos, Saara Ocidental, Sudão, Sudão do Sul, Tunísia, Burundi, Djibuti, Eritreia, Etiópia, Quênia, Ruanda, Seychelles, Somália, Tanzânia, e Uganda.
Você sabia?
- É comemorado em 25 de maio de cada ano o Dia da África.http
://www.suapesquisa.com/geografia/continente_africano.htm

segunda-feira, 1 de outubro de 2012

Canal do Panamá 7ª João Durval



          Disciplina Geografia    / Professora Adaildes                         

         Canal do Panamá

          
             Antes de conhecer as características do canal do Panamá é preciso esclarecer o que é um canal. Canal corresponde a uma passagem quase sempre construída pelo homem utilizada pela navegação para atravessar uma determinada área continental, os canais mais conhecidos são Canal de Suez, Canal da Mancha e Canal de Beagle.
O canal do Panamá encontra-se localizado no istmo do Panamá, que é um país com território situado ao sul da América Central, esse canal tem como objetivo unir o Oceano Atlântico ao Oceano Pacífico, tem uma extensão de 82 km. O canal tem uma grande importância no fluxo marítimo internacional, que hoje corresponde a 4% do comércio mundial, por ano passam pelo canal cerca de 13 mil navios. As principais trajetórias saem do litoral leste norte-americano com destino, principalmente, à costa oeste da América do Sul, há também fluxo de origem europeia para a costa oeste dos EUA e do Canadá.
                                               
No ano de 1821, o Panamá alcançou sua independência, uma vez que o seu território era unido à Colômbia, isso foi possível devido ao apoio norte-americano nas rebeliões de 1903, os Estados Unidos intervieram na região por causa de seu interesse no canal que era utilizado pelos americanos para ligar a costa oeste à costa leste, foi nesse período que o Panamá separou de vez da Colômbia.

O canal do Panamá foi construído e inaugurado pelos americanos em 1914, para utilizar e controlar essa construção os EUA passaram a pagar uma anuidade ao governo Panamense como forma de indenização.

Como a maioria dos países latinos passou por golpes militares, no Panamá não foi diferente, em 1968 ocorreu um golpe militar no qual o General Omar Torrijos tomou o poder, no ano de 1977 o general realizou um acordo com os EUA, para que a partir do ano 2000 a administração e o controle do canal passassem a ser das lideranças do Panamá, em 1981 o general morreu em um acidente de avião um tanto quanto suspeito.

Após a morte do General Torrijos, quem assumiu o poder foi o ex-chefe do serviço secreto, o General Manuel Antonio Noriega. Em 1989 Noriega anulou a eleição em que fora vencido pelo opositor Guilherme Endara, temendo atingir os interesses americanos, os EUA enviaram tropas e invadiram o Panamá, colocando Noruega no poder.

Em dezembro de 1999 foi realizada uma solenidade para entrega do controle do canal ao Panamá.
O Panamá é um país da América Central Continental, limitado a norte pelo Mar das Caraíbas, a leste pela Colômbia, a sul pelo Oceano Pacífico e a oeste pela Costa Rica. Capital: Panamá.

A República do Panamá está situada no istmo que une a América do Sul à América Central. O país, dividido pelo Canal do Panamá, faz fronteira ao norte com o Mar do Caribe, a leste com a Colômbia, ao sul com o Oceano Pacífico e a oeste com a Costa Rica. Tem uma superfície de 77.082 km². A capital é a cidade do Panamá. Sua moeda é chamada Balboa.

Sambaquis

Olá turma, vamos dar continuidade aos nossos estudos com base no tema “Primeiros povos da América”, façam a leitura do texto “o que são...